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Invenção de amor e dor. E tudo que satisfaz.

Tenho percebido o quão longe de mim tenho estado. Tenho andado distraída, sem qualquer rumo ou direção.
Tenho medo de ter entrado em um abismo, em algum túnel escuro.
Saudades de suar, de ter algo em que eu possa me segurar. Saudades da vida sem sentido, da contra-vida, dos risos bem dados, dos amigos bem achados, dos motivos mais toscos e mais bem pagos.
Nostalgia, quero mais nostalgias. Quero mais do igual, daquilo que me faz arder, que me faz ser eu.
No fundo sei que o que eu tenho feito é ter me procurado.
Espero achar.


"E no fim desse sufoco espero contar com a sorte, se ele existe ..."

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Começo me aquecendo os dedos ao escrever aquilo que não me era necessário. Não me era necessário porque creio que esteja virando passado. E quem é que gosta de viver de passados, não é mesmo? Me ponho a escrever pois me faltam palavras para exclamar que alguém esteja "me entregando de bandeja" . Aprendi hoje a diferença da dor e do sofrimento. A primeira está lá, sempre estará lá. Já o segundo é você quem escolhe sentir ou não. Hoje eu decidi não sofrer mais. A dor? essa estará lá, me aporrinhando. Mas o sofrimento eu não quero mais para mim. Não quero porque não mereço, porque no fundo eu sei que um dia isso será reconhecido. Você está sempre lá, sempre. Você está lá porque o amor é e por mais que a vida tenha me ensinado a seguir em frente, ela me ensinou que se deve lutar por aquilo que você ama. Eu ergui alguns muros na minha vida, mas eu lutei. Eu estive ali na frente, fazendo coisas que nem eu imaginava fazer. Na verdade imaginava sim, eu sei bem quem eu sou. Tem...