Cada lágrima que cai é um mal desentendido.
Não saber se comportar é uma simples questão de fragilidade. Você vai o perdendo, a perdendo, vos perdendo e SE perdendo. Este último é o pior: NÃO TEM VOLTA. Quando sua alma realmente se perde de ti, é porque aquele remédio já não tem mais efeito.
A fumaça que embaça a sala não ofusca a minha visão. De duas, uma: Ou enxergo bem demais, ou nem pra isso sirvo mais. E não pense que isto seria uma rima. Pode até ser, mas não foi propositalmente.
No mais, o espelho quebrado a minha frente só transmite os olhos vermelhos que me restaram, a testa franzida e olheiras profundas. Nem a pele bronzeada de um dia de sol transmite aquela contagiante alegria contínua.
A fumaça se foi e, com ela foi também a minha graça, o meu nome. O meu suposto nome.
Mas deveria ter me levado. Sabe-se lá para onde. Mas pra longe de qualquer espelho. Mesmo inteiro.
Espelhos inteiros são piores: te transmitem mais do que você suporta. Seu 'EU' fica tão transparente, tão claro, tão vivo, que nem mesmo a fumaça mais escura o livraria de enxergar toda a desgraça. Fica tudo ali pra você, o tempo todo, em cada canto, em cada lugar, a cada senha.
Esconderijo não há.
Ver calada cada passo, cada atitude, cada palavra, é talvez a melhor forma de manter tudo no seu devido lugar.
O erro foi talvez ver além demais, o erro é programar algo improgramável. O erro é querer se encontrar quando nada mais poderá ser como antes.
20.03.10. às 22:58hrs.
Não saber se comportar é uma simples questão de fragilidade. Você vai o perdendo, a perdendo, vos perdendo e SE perdendo. Este último é o pior: NÃO TEM VOLTA. Quando sua alma realmente se perde de ti, é porque aquele remédio já não tem mais efeito.
A fumaça que embaça a sala não ofusca a minha visão. De duas, uma: Ou enxergo bem demais, ou nem pra isso sirvo mais. E não pense que isto seria uma rima. Pode até ser, mas não foi propositalmente.
No mais, o espelho quebrado a minha frente só transmite os olhos vermelhos que me restaram, a testa franzida e olheiras profundas. Nem a pele bronzeada de um dia de sol transmite aquela contagiante alegria contínua.
A fumaça se foi e, com ela foi também a minha graça, o meu nome. O meu suposto nome.
Mas deveria ter me levado. Sabe-se lá para onde. Mas pra longe de qualquer espelho. Mesmo inteiro.
Espelhos inteiros são piores: te transmitem mais do que você suporta. Seu 'EU' fica tão transparente, tão claro, tão vivo, que nem mesmo a fumaça mais escura o livraria de enxergar toda a desgraça. Fica tudo ali pra você, o tempo todo, em cada canto, em cada lugar, a cada senha.
Esconderijo não há.
Ver calada cada passo, cada atitude, cada palavra, é talvez a melhor forma de manter tudo no seu devido lugar.
O erro foi talvez ver além demais, o erro é programar algo improgramável. O erro é querer se encontrar quando nada mais poderá ser como antes.
20.03.10. às 22:58hrs.
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