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Conversas de portão. Ou de botas batidas.

Ontem conversando com uns amigos no portão, sem querer entramos no tópico "sexo com amor". E derrepente eu fiquei muda, só conseguia concordar e olhar pro nada rezando pra que esse assunto se acabasse.
Um dos meus amigos teimava em enfatizar o quanto o fato de fazer amor é melhor do que o simples sexo. E eu sempre concordando, só conseguia me lembrar do dia em que eu amei de verdade.
A uns 3 anos atrás, senti um frio na barriga que me alertava o meu primeiro amor. Não sei se é amor que se diz, mas digamos assim. Era uma coisa platônica, que não era recíproco, talvez. Mais de um ano se passaram e eu tomei uma decisão: esquecer esse amor de um jeito ou de outro. Fiz de "tudo", e sem querer engatei num lance. Foi uma coisa que aconteceu sem querer e eu acabei me envolvendo demais. E era recíproco. Nos encontramos e eu senti aquela coisa que eu nunca havia sentido na vida.
Não estou falando de sexo, e nem de sexo com amor. Estou falando de um sentimento além do sexo. Um abraço que foi o mais aconchegante pra mim, até então.
Um beijo que não precisou ser o mais foda, pra ter sido o mais agradável. Era como se fôssemos um só e não dava vontade de parar. Era gostoso e tinha algo a mais, algo fora do comum, que eu não sei explicar.
E enquanto conversávamos no portão, esse vídeo me vinha à cabeça, e eu só conseguia concordar e me sentir impotente por ter me deixado chegar nesse ponto e depois ter deixado ir embora.
Hoje em dia, percebo muitas coisas que vieram até mim e que deixei passar. Não digo que me arrependo de ter feito o que fiz, mas digo que se eu não tivesse me deixado envolver tanto, hoje esses vídeos já teriam sido deletados da minha cabeça.
O papo foi rendendo e nós fomos tirando altas conclusões sobre o tema proposto.
O ato de fazer sexo com 2, 3, 4, 5 pessoas diferentes, não te dão o mesmo prazer de fazer amor. O ato de amar, é o mais simples e o mais bonito de todos.
Na minha cabeça, há também aquele amor que é construído. Não foi aquele amor à primeira vista e nem aquele que te pegou de surpresa, mas aquele que você se dispôs a tentar construir com uma outra pessoa. Esse tipo de amor também é lindo, porque você não ama de graça, você se "esforça" e consegue fazer com que cresça em você algo que você talvez nem percebia.
Eu já tentei construir um amor, mas no meio do caminho eu atropelei os bois.
Não sei do que é que eu preciso, mas sei que preciso.

Comentários

  1. a gnt nunca sabe bem o que quer até encontrar, parar de sentir falta e falar: era vc!

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