Sempre fui muito à frente do meu tempo. Bati de frente
com superiores, bati de frente com inferiores e bati de frente comigo mesma. Até
que me encontrei. Me encontrei perdida em meio tanta gente “estúpida”. E me
encontrei também em mim mesma, como salvadora de minhas frustrações.
Hoje, com 20 anos, meu único cabelo branco me avisa o
quão desleixada é essa vida e, me avisa também, que eu preciso de uma tarja
preta. Talvez para me preocupar menos com mundo ou talvez para me preocupar
menos comigo mesma. Contudo, imagina se todo mundo resolvesse abrir mão de
cuidar si próprio?
O mundo tem me mostrado que nem tudo é como a gente vê. E
que nem toda ovelha é ovelha. O mundo tem me mostrado que é preciso abrir mão.
Mesmo que doa. Mesmo que seja superficialmente. Mesmo que isso seja um punhal
encurralado no seu peito pelo resto da sua vida.
O mundo tem sido cruel.
O dia tem sido pesado. O vento
tem sido forte. O sol tem sido quente demais. Perto demais. Pegajoso demais.
E eu tenho me sentido a beira de algo que me espera. Da
ponta do maxilar ao fim da costeleta. Um sentido estranho que me anuncia a
tempestade.
E como bem já diziam:
“Malandro é malandro. Mané é mané.”
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