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Sobre vinho e cigarros


São fortes. São demasiadamente fortes. São o escuro do dia e o dia da noite. Nos permitem querer algo a mais, nos chamam para ir mais fundo. Convidam-nos para o inferno.
E nos abrimos. Sim, nos abrimos.
Mesmo sabendo do arrependimento futuro, entregamos todo o nosso ouro. E no final das contas, é tudo o que o ser "humano" quer fazer em sua maldita vida. Maldita vida. Maldito vinho. Maldito cigarro. Maldita.
Num instante de insanidade, o coração acelera e eu sou a dona do mundo. E sou sua dona, mesmo não sendo dona de meus míseros cigarros. E como já diziam: "Quem de dentro de si não sai, vai morrer sem amar ninguém".

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Começo me aquecendo os dedos ao escrever aquilo que não me era necessário. Não me era necessário porque creio que esteja virando passado. E quem é que gosta de viver de passados, não é mesmo? Me ponho a escrever pois me faltam palavras para exclamar que alguém esteja "me entregando de bandeja" . Aprendi hoje a diferença da dor e do sofrimento. A primeira está lá, sempre estará lá. Já o segundo é você quem escolhe sentir ou não. Hoje eu decidi não sofrer mais. A dor? essa estará lá, me aporrinhando. Mas o sofrimento eu não quero mais para mim. Não quero porque não mereço, porque no fundo eu sei que um dia isso será reconhecido. Você está sempre lá, sempre. Você está lá porque o amor é e por mais que a vida tenha me ensinado a seguir em frente, ela me ensinou que se deve lutar por aquilo que você ama. Eu ergui alguns muros na minha vida, mas eu lutei. Eu estive ali na frente, fazendo coisas que nem eu imaginava fazer. Na verdade imaginava sim, eu sei bem quem eu sou. Tem...