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Preciso falar sobre isso, sim.

Estou passando pelo pior pesadelo da minha vida, onde lágrimas tornaram-se parte do meu cotidiano: no ônibus, na rua, na aula, na cozinha, no shopping, no fast food, na cama.

Não sei e não tenho a menor capacidade para lidar com isso. Sinto meu corpo como uma bomba-relógio, prestes a explodir bem no meio de qualquer coisa ou lugar em que eu esteja.

Sigo firme (mentira) dia após dia na tentativa de fazer com que eu me sinta confortável nessa situação, na tentativa de me fazer sorrir. Eu até que consigo. Só não consigo acreditar no que está acontecendo.

Eu só queria o seu bem, o nosso bem. Queria construir uma vida, além dos muros que já havíamos levantado e as colunas que havíamos construído. Nunca quis uma vida de mentira. E sei que você também.

Queria entender e, de fato, ser entendida, compreendida. Uma troca mesmo.

Hoje vejo que por mais que eu tente, isso nunca será possível. Não adianta vir só de mim. Crescer, amadurecer, encarar a vida de frente como quem quer e precisa de algo é necessário.

Todavia, deixo aqui registrado que eu lhe amei e lhe amo, mesmo com todos os poréns que insistem em rodear as nossas vidas. E mais, deixo registrado também que nunca fui tão feliz em toda minha vida e que nunca senti tanto a falta de alguém.

Eu não sou egoísta ao ponto de atrapalha a vida de ninguém e jamais faria isso com você. Desculpa a eternidade do sumiço, se é que sentes falta.

Ass: Alguém que nunca vai deixar de te amar.


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