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Eterno aprendiz das escolhas que fiz

Sempre fui muito à frente do meu tempo. Bati de frente com superiores, bati de frente com inferiores e bati de frente comigo mesma. Até que me encontrei. Me encontrei perdida em meio tanta gente “estúpida”. E me encontrei também em mim mesma, como salvadora de minhas frustrações. Hoje, com 20 anos, meu único cabelo branco me avisa o quão desleixada é essa vida e, me avisa também, que eu preciso de uma tarja preta. Talvez para me preocupar menos com mundo ou talvez para me preocupar menos comigo mesma. Contudo, imagina se todo mundo resolvesse abrir mão de cuidar si próprio? O mundo tem me mostrado que nem tudo é como a gente vê. E que nem toda ovelha é ovelha. O mundo tem me mostrado que é preciso abrir mão. Mesmo que doa. Mesmo que seja superficialmente. Mesmo que isso seja um punhal encurralado no seu peito pelo resto da sua vida. O mundo tem sido cruel.  O dia tem sido pesado. O vento tem sido forte. O sol tem sido quente demais. Perto demais. Pegajoso demais. ...
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What is Love?

Quando você chega ao topo da montanha e olha tudo lá embaixo, ao contrário de Lost and Delirious, você está tão preso naquilo que se tem o adjetivo de amor, que quando você tenta se mover, de tanto já ter caído, você sente a necessidade de o empurrar. É como se houvesse uma paralisia momentânea da respiração. Como se os olhos cegassem. Como uma mangueira que cresce até a metade e, do nada, morresse em meio 2 mangas. Não é o que e quando acontece, muito menos o porquê de acontecer. É ter 20 anos e não saber os caminhos. É se dispor sempre, sempre, sempre. E sempre ao ponto errado, no caminho errado, no momento errado.
Ao passo que se aproxima a sórdida maturidade de ser e estar, venho me recolhendo a vontade de retornar ao primeiro passo e ao primeiro suspiro. 

Invenção de amor e dor. E tudo que satisfaz.

Tenho percebido o quão longe de mim tenho estado. Tenho andado distraída, sem qualquer rumo ou direção. Tenho medo de ter entrado em um abismo, em algum túnel escuro. Saudades de suar, de ter algo em que eu possa me segurar. Saudades da vida sem sentido, da contra-vida, dos risos bem dados, dos amigos bem achados, dos motivos mais toscos e mais bem pagos. Nostalgia, quero mais nostalgias. Quero mais do igual, daquilo que me faz arder, que me faz ser eu. No fundo sei que o que eu tenho feito é ter me procurado. Espero achar. "E no fim desse sufoco espero contar com a sorte, se ele existe ..."

Adoçante.

Entra pra ver como você deixou o lugar E o tempo que levou pra arrumar aquela gaveta Entra pra ver Mas tira o sapato pra entrar cuidado que eu mudei de lugar algumas certezas pra não te magoar Não tem porquê Pra ajudar teu analista: "Desculpa." Mas se você quiser alguém pra amar ainda Hoje não vai dar Não vou estar Te indico alguém Mas fica um pouco mais Que tal mais um café? Ainda lembra disso? Que bom Mas se você quiser alguém pra amar ainda Mas se você quiser alguém pra anular ainda Desculpa, não vai dar Não vou estar Te indico alguém

Conclusão.

À beira do precipício, é assim como me sinto. Cercada de amor. Amor numa quantidade exorbitante. Que te afoga, te esmigalha aos poucos. É tanto que não há palavras, não há caminhos para seguir, não há escapes. Quando ele entra pela porta, o desamor sai pela janela. 5 meses em silêncio. É algo que transborda. Lembro-me até que escorre pelos olhos. Olhar e ver. Olhar e sentir. Olhar.